sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Colonia

Acordamos 6h30 para sair às 7hs, antes do café (apenas o café, pois o desayuno no Uruguay e Argentina são bem diferentes dos nossos, apenas em Punta foi mais farto). Acabamos enrolando um pouco e decidimos subir para encarar o “café colonial”, nem o pãozinho que usam por aqui havia chegado (meia luna, igual um croissant). Peguei o café com leite e desci para fechar a conta na esperança de chegar o pão. A Bia ficou lá esperando, mas logo apareceu sem nenhuma novidade.

Encerrada a conta, voltamos para o café. Nada, agora o café não era nem um pingado de padaria. Fui mexer o açúcar do café com leite e ao retirar a colher, achei um cabelo... Bom, nem falei nada, fomos embora de uma vez, para nunca mais voltar neste hotel, o pior é que se considera 3 estrelas!

Aproveitamos o GPS funcionando, arriscamos uma volta pela cidade. Pegamos a Rambla e fomos até Playa de Pocitos. Muito fácil de onde estávamos, voltamos pela mesma avenida passando em frente ao Porto e depois pegando a Ruta 1 para Colonia.






 A viagem era rápida, 170 km que virou pouco mais de 200 km com nosso passeio. A temperatura estava baixa se comparando aos dias anteriores (19°) e ainda fomos pego por uma chuva que baixou para 16°. No final do passeio de ontem, eu peguei um jornal e li que o tempo iria mudar, inclusive no norte com tormentas e rajadas de vento de 200 km/h, ainda bem que estávamos bem ao sul.


A estrada tem pouco tráfego e no início da entrada da cidade é muito bonita, muitas palmeiras nos dois lados dela. A cidade me impressionou pelo tamanho, imaginava uma cidade pequena... mas tem até shopping, inclusive uma Zona Franca (que meu assessor de compras internacionais Israel disse que não valia a pena a ida). Eu não tenho passado vontade de comprar nada, não estamos vendo nada disso, não tenho onde levar e o pouco que vi e ouvi não tem valido a pena mesmo, então estou curtindo os lugares.





Continuando pela estrada, chegamos numa rotonda que indicava porto e centro, pegamos sentido centro e o hotel estava há 2 quadras. Nem havia pensado nisso, mas era muito perto e poderia ir ao porto a pé para pegar o buque até Buenos Aires.

Israel já estava em Colonia e disse que hotel era bom, perto deste último virou 5 estrelas (eram apenas 2 e 10 vezes melhor que o anterior).

Logo depois o Israel e Paula chegaram. Foi o 1º encontro das motos nesta viagem... Eles estavam de saída para o buque, mas antes fomos almoçar (acho que foi nosso 2º almoço nesta viagem) o famoso Chivito, comida típica deles.




Vimos o buque partir e fomos passear pela cidade velha de Colonia. 




O dia nublado não ajudou muito, mas o lugar é muito bonito. Esta parte da cidade está parada no tempo.
Fomos até a porta da cidade, depois Calle de los Suspiros e como voltaríamos no dia 26 aproveitamos o tempo chuvoso para conhecer os museus (uma entrada para todos), mas antes precisa trocar nossos reais em pesos (os museus não aceitam moeda estrangeira). Nem todos estavam abertos!

Buque partindo com o Israel e Paula





















Tudo se faz a pé, mas não deixei de dar uma voltinha de moto sem capacete! Passamos no restaurante El Drugstore que fica em frente Igreja Matriz, um lugar bem diferente e alegre com seu colorido, com carros antigos com mesas dentro, uma das opções para o jantar. Logo depois voltamos ao hotel para tomar banho.








Vimos um pouco do que faltava conhecer em Colonia para nossa volta e saímos de táxi para o jantar (foram 60 pesos). Eu queria um lugar tranquilo (o que não é o caso do Drugstore) e fomos ao Buen Suspiro que fica na própria Calle de los Suspiros. Uma taberna para comer queijos e degustar vinhos. Levamos o netbook apenas para passear, nossa ideia era ficar em um lugar tranquilo e colocar o blog em dia... mas o papo com o dono, os queijos, vinhos... o blog ficou!! Nem abrimos o netbook e ainda quase esquecemos ele por lá, mas o dono veio até o táxi entregar. Acontece que chamamos o táxi e ficamos tirando foto em outro espaço que só tem 1 mesa, quando ele chegou, saímos rápidos com a nossa pressa paulistana ainda ativa, e bati a cabeça numa viga de madeira da taberna que esqueci até onde eu estava, junto com o vinho então... fechou a noite!