quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Montevideo

Saímos do La Vista em Punta direto para Playa Mansa onde pegaríamos a Ruta IB (Interbalnearia) passando pelo Cerro Pan de Azucar (a terceira elevação mais alta do país, com 423 metros de altitude). Agora sim iríamos rodar apenas os 120 km que separam as duas cidades.




Chegando em Montevideo por um bairro muito bonito, pela Av. Itália, com muito verde e diversos monumentos (bustos). Acabei usando apenas a boa sinalização da cidade, já que o GPS só indicava para seguir até a Ruta 9... ele estava totalmente perdido, mas consegui me achar pelo que eu havia pesquisado no google maps, mas não sem perguntar para alguém, mas já estávamos muito perto (acerca) do hotel.





O que ajudou também foi pegar um hotel bem no centro, na principal avenida da cidade (18 de julio), mas juro que preferia nunca tê-lo encontrado... o pior hotel que ficamos até agora, única coisa boa era a ducha. Chegamos até pensar em trocar, mas já estava reservado e teria que pagar as 2 diárias e ainda mudar... ficamos por lá mesmo!

Elevador do Hotel

Tomamos um banho e combinamos de encontrar com o Israel e Paula na Fuente de los Candados que ficava no meio do caminho entre nossos hotéis e entramos numa lanchonete em frente para o jantar. O centro é muito movimentado, o que traz certa tranquilidade e segurança para andar por lá, mas há problemas como toda grande cidade: sujeira, pedintes, etc, mas ainda assim, melhor que o centro de São Paulo.

Finalizada a noite, fomos tentar dormir!

Acordamos não muito bem e fomos fechar o city tour que o Israel tinha feito pelo hotel dele. Conseguimos na parte da tarde, começando às 14h20. Saindo de lá, passamos na Fuente de los Candados e colocamos o nosso... a Bia ficou com todas as chaves do cadeado.





Ainda com a manhã livre, passamos em um Mercado que tem muita coisa diferente e depois fomos caminhando até a Plaza da Independencia que ficava umas 4 quadras do hotel. Lá fica o edifício Salvo (que foi o maior edifício da América do Sul por muitos anos), além de outras construções como a porta da cidade velha e o Teatro Solis que tentamos fazer a visita como o Marco (primo da Bia) havia indicado, mas perdemos por alguns minutos e não teve jeitinho brasileiro... uma pena, mas aproveitamos a caminhada e seguimos para o Mercado do Puerto.

Saco enorme e com batata (bem difrente da Ruffles)

Kit Cuba Libre (seria sucesso de vendas na minha adolescência)

Bia comprando Vaquita - Lapataia



Estava com o GPS para tentar me localizar, mas estava tudo errado. No jantar havia conversado com o Israel sobre o GPS que não estava dando a localização correta e ele me disse sobre desabilitar o mapa do Brasil, mesmo assim não foi resolvido, pois não mostrava as ruas, somente a Ruta 9. Tudo era seguir até Ruta 9... kkkkk

Fizemos uma bela caminhada, passamos por praças, casarões, e chegamos no Porto. O mercado fica bem em frente, muito bonito e ainda vazio. Era pouco mais de meio-dia, demos uma volta por lá, sacamos fotos e logo sentamos para almoçar. Não pegamos parrilla por ser muita coisa e escolhemos um lomo que achamos o sabor estranho... bom, já foi!!













Voltamos na caminhada para hotel, chegamos um pouco antes e ainda esperamos um bom tempo. Fizemos o passeio que é bem rápido, faz umas quatro paradas e o resto tudo dentro do bus. Sobre os locais que passamos, podem acessar o blog da Missão Bolha 4 que está bem explicado pelo Israel.



Edifício Salvo ao fundo!







No passeio falei com o motorista que estava com um GPS Garmin igual ao meu e me indicou uma loja para ver o mapa e acessórios, quebrou o meu suporte. Na volta quase todos ficaram no Shopping (Punta Carretas), mas fomos para o hotel e de lá tentei chegar na loja que o motorista do bus havia indicado, depois de andar umas 10 quadras a loja estava fechada com placa de aluga (alquila), que alegria!!

Não via a hora de chegar no hotel para saber se tudo estava lá. Normalmente não tenho paranóia em deixar as coisas, mesmo depois de saber e ver algumas coisas, mas neste não tinha como... depois de verificar que tudo estava certo, fui até o estacionamento que ficava próximo, para ver a moto. Lá um senhor do estacionamento queria me cobrar 50 pesos uruguaios (R$ 5,00), voltei ao hotel e peguei um novo voucher, porém nele está informando que o estacionamento é válido apenas das 18hs até às 10hs, então fiz o pagamento dos $U 50, pronto, agora estourou a verba da viagem.

Depois de conferido...
 Voltei ao hotel para tentar verificar o mapa no MapSource... o que aconteceu foi que fiz as rotas imaginando que o sistema colocasse os mapas da cidade pelo trajeto escolhido, mas ele não fez isso. Refiz o mapa agora selecionando as cidades e tudo certo, funcionando 100%. 

Saímos mais a noite, depois de comer as porcarias que compramos no mercado, para a Bia tomar sorvete, uma sorveteria que ficava aberta até mais tarde, eu fiquei com vontade e pedi um também! Fiz de tudo para ficar acordado e dormir igual pedra e na manhã seguinte sair o quanto antes dali.


Saindo para nunca mais voltar...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cabo Polonio

Buenos días... acordamos cedo e decidimos juntos ir até Cabo Polonio, coisa que eu já queria ter feito... porém seria necessário rodar mais de 150 km sentido Chuí, voltar e seguir para Montevideo!! Era para rodarmos apenas 120 km (Punta-Montevideo) e no final rodamos quase 500 km... tem que gostar mesmo e ainda valer a pena, mas isso as fotos vão dizer.




Neste dia acabava nossa estada em Punta, mas poderíamos curtir o dia por lá, já que em Montevideo era apenas uma passagem cultural, coisa que um city tour e mais algumas horas poderia resolver. Conseguimos deixar as duas malas laterais no hotel, o pessoal foi muito atencioso, foi muito bom o atendimento do Hotel Camelot. Deixando as malas a moto ficaria mais ágil e como seguiríamos para Montevideo usando a Ruta IB que inicia em Punta não mudaria muito, seguindo direto pela Ruta 9 seria quase 40 km a menos.

Cabo Polonio fica na Ruta 10 (ruta é estrada), esta estrada não é direta, mas tem ligações por balsas... começamos a viagem por ela atravessando La Barra (passando novamente pela ponte ondulante - mais divertido) e depois seguindo até Jose Ignacio, uma das praias mais belas de lá... e realmente é, mas só avistamos e ficamos com aquele gostinho de quero mais! Punta pode ser muito badalada, mas tem muita beleza ao seu redor e com certeza este é um dos motivos para ser o que é hoje.








Passando Jose Ignacio, temos 2 opções, atravessar por balsa a laguna Garzon (coisa que não sabia nada, horários, etc) ou voltar para Ruta 9... e foi o que fizemos, mas para isso pegamos uma estrada de rípio (terra) por mais de 10 km e foi nessa hora que não ter ido com as malas laterais (moto mais leve) fez muita diferença, a Bia nem respirava e eu não queria nem tirar a mão para ligar a GoPro, mas depois de rodar um pouco senti mais seguro por ser uma estrada feita assim, muito bem feita e fiz um video e até a Bia arriscou umas fotos. A vida é assim, com a VStrom não pilotei numa estrada deste tipo e agora estou fazendo com uma moto naked... está sendo muito bom, pois estou ganhando confiança na moto e começo a gostar mais dela, agora já tenho sentimento como eu tinha com a VStrom.






Seguimos pela Ruta 9 até o acesso para La Paloma, onde voltaríamos para Ruta 10. Este trecho está com bastante obras, a estrada não é das melhores (iguais as tantas do Brasil), porém são muito bem sinalizadas... o trecho que está ruim tem informação precisa (vimos isso no trecho até Mostardas no RS), mas eles usam o mesmo material do rípio para arrumar a estrada!

Chegamos no terminal veículos de Cabo Polonio, onde deixaria a moto para ir com um 4x4. Achava que seria jeep, mas era um caminhão muito alto... o pessoal pendurado e eu fui em cima, muito engraçado. Chegamos na hora exata (saída às 11hs) com o caminhão já cheio e só esperando nós dois tirar toda a roupa de moto, pagar o passeio, pegar o que levaríamos do baú traseiro e a mala de tanque (minha mala de tanque tem alça igual uma mochila - muito útil)... tudo correndo!





Começou o rolê de caminhão todo terreno, inicialmente eu disse para Bia "acho que dava para vir de moto", mas isso era até o acesso, quando tivemos que preencher um papel com nossos dados. Depois daí, começava dunas e nesta hora queria ver moto trail andar ali... o visual é incrível e leva cerca de 30 min, chagamos até a praia e o caminhão anda por ela mais um pouco e nos deixa no povoado... um lugar perdido e quem gosta de ficar no sossego é um belo local! Nossa volta seria às 14hs, tinha outra mais tarde, mas não havia tempo e então começamos a caminhar.













Passamos por um restaurante que também é pousada de frente para o mar. Decidimos almoçar ali, mas não antes de passear. Começamos nossa caminhada até o Faro (Farol) de Cabo Polonio e logo avistamos um filhote de lobo morto, sinalizando que haveria vida por ali... lógico que ficamos tristes, mas a naturaleza (natureza) é assim.


Avistamos o Farol e logo em seguida a vida dos lobos... avistamos alguns, mas depois muitos! Ficamos maravilhados, chegamos muito próximos e eles deixaram claro que se avançarmos seríamos atacados em sua defesa. Além dos lobos, as pedras, o mar, pequenas ilhas, o sol... tudo transforma aquele em um cenário especial. Andando mais um pouco, mais lobos, muitos na água. Nossa, uma pena nossa correria já que ainda iríamos almoçar.















Chegamos no restaurante e fizemos nossos pedidos. Até aqui aceitam nossos reais, o cambio não foi dos melhores, mas a conta foi paga sem precisar lavar os pratos ou virar comida de lobo marinho!! A comida muito boa, bem servida, tudo com qualidade e limpeza. Pagamos a conta e fomos direto para o ponto de chegada e saída dos caminhões, já estava bem cheio. Sentamos ao lado de um casal de Rio Grande do Sul e outro Argentino que conhece mais o Brasil que qualquer brasileiro, ficou 5 meses viajando de Natal ao Rio Grande do Sul pelas praias brasileiras... e agora estava fazendo pelo Uruguay. Na ida conversei com outro garoto que estava com os pais viajando pelo Uruguay também, conhecendo as praias desertas.













Chegamos ao terminal de veículos e fomos vestir toda a roupa. O sol estava ficando mais forte e pegamos a maior temperatura desta viagem de 36°. Pela Ruta 10 havia um vento fresco, o mesmo de Punta, mas depois de La Paloma (que nem entramos para conhecer) que pegamos o acesso para Ruta 9 estava ficando mais quente e logo paramos no posto (o mesmo que paramos para abastecer na ida) para tormarmos refri, sorvete, além de molhar o rosto... eu já coloquei a camiseta debaixo da torneira, aí ficou bom.

Seguimos viagem até Punta, pegamos as malas no hotel umas 18hs. O sol muito forte, tomamos um copo de água bem gelada, molhei novamente a camisa e resolvemos ir até o restaurante La Vista que deixamos de ir no dia anterior para ver a vista do Mirador. Tem custo de U$ 6,00 para isso com acesso por elevador panorâmico. A vista é muito bonita, o pôr do sol deve ser bonito e para isso tem um consumo mínimo de U$ 15,00 (preços em dólar), ainda faltava 3 horas para pôr do sol e ainda iríamos até Montevideo. Ficamos uns 30 min e fomos descer... elevador panorâmico quebrou, descemos por outro e tivemos que dar uma volta com roupa de moto, capacete, mala de tanque, só alegria!! Subimos na moto e seguimos para Montevideo.